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Novembro 2017

A cidade da horta foi o local de mais uma assembleia geral dos sindicatos representativos de trabalhadores portuários de todo o país

By | FNSTP

Nos dias 27 e 28 decorreu uma reunião geral de todos os sindicatos de trabalhadores portuários filiados na Federação Nacional, na qual, para além da respetiva Ordem de Trabalhos que tratou temas como a alteração dos estatutos, o orçamento para o exercício de 2018, a necessidade de reforçar o movimento sindical marítimo-portuário, foram ainda abordadas diversas questões de índole laboral que ocorrem nos diversos portos do continente e das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, nomeadamente, as que se prendem com a DIGNIFICAÇÃO do TRABALHO e do TRABALHADOR.

A este propósito, os representantes dos 8 sindicatos que integram a Federação, foram unânimes em considerar que o gabinete da Senhora Ministra do Mar, Eng.ª Ana Paula Vitorino, patenteou um total desrespeito pera com os sindicatos e, em consequência, para com os trabalhadores seus representados, ao ter ignorado, durante ano e meio, todos os pedidos de vária índole que lhe foram dirigidos, relativamente a um documento de trabalho titulado “Actividade Operacional Portuária – Serviço Público”, que lhe foi entregue em julho de 2016, visando soluções que, não só possam concretizar medidas de clarificação e de aperfeiçoamento de aspetos legais e regulamentares da atividade setorial portuária, como encetar medidas concretas de dignificação e de proteção social da profissão de trabalhador portuário.

O comunicado infra reproduz a posição sindical procedente daquela assembleia geral, com um pedido expresso de uma reunião, com carácter de urgência, à Ministra do Mar.

Outro facto importante da assembleia, foi a presença, pela primeira vez, do Sindicato XXI- após a sua filiação na FNSTP em junho de 2017, reconhecidamente considerada por todos, como um reforço do movimento sindical portuário.

YILPORT Iberia – revê o seu processo de intenções sobre o GLC para os terminais que detém em Portugal

By | FNSTP

Em carta enviada à administração da Yilport Leixões a que esta Federação teve acesso, o Sindicato dos Estivadores, Conferentes e Tráfego dos Portos do Douro e Leixões manifestou a sua repulsa perante as intenções daquela empresa de deslocar para Lisboa a gestão e planeamento dos navios de contentores a movimentar nos terminais de Leixões.

Refere o Sindicato que semelhante atitude de centralização representa uma intolerável menorização e estranha subordinação a Lisboa, ao retirar de Leixões tão importante função portuária, alertando para as graves consequências – operacionais e de relacionamento institucional – que advirão de uma decisão tão hostil ao porto de Leixões e consequentemente aos seus trabalhadores.

Este posicionamento do Sindicato de Leixões teve eco nos media com a difusão pelo Expresso on line de informação sobre as intenções do grupo turco Yilport de centralizar em Lisboa a atividade de planeamento de movimentação de contentores em todos os portos nacionais.

Entretanto, sabe esta Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários que, em reunião havida no p.p. dia 7 de novembro, entre o Sindicato dos Estivadores de Leixões e representantes da Yilport, esta RECUOU na sua intenção de levar por diante tal desiderato, posição a que não foi alheio o seu reconhecimento do papel que o porto desempenhou e desempenha na economia nacional, da necessidade de se manter a paz social e de preservar os níveis de eficácia, de operacionalidade e produtividade daquele porto.

Por isso, foi assumido pelos representantes da administração da Yilport Leixões o compromisso de, para além de manterem em Leixões todo o trabalho respeitante a esse porto, não tomarem quaisquer decisões futuras sem a participação e o apoio do Sindicato local.

Para a Direção da Federação e Sindicatos seus filiados importa relevar a forma firme como o Sindicato de Leixões está a conduzir o processo na salvaguarda dos interesses do seu porto e dos trabalhadores que representa, evitando uma mal-intencionada subordinação a qualquer entidade externa.