YILPORT Iberia – revê o seu processo de intenções sobre o GLC para os terminais que detém em Portugal

By Novembro 12, 2017FNSTP

Em carta enviada à administração da Yilport Leixões a que esta Federação teve acesso, o Sindicato dos Estivadores, Conferentes e Tráfego dos Portos do Douro e Leixões manifestou a sua repulsa perante as intenções daquela empresa de deslocar para Lisboa a gestão e planeamento dos navios de contentores a movimentar nos terminais de Leixões.

Refere o Sindicato que semelhante atitude de centralização representa uma intolerável menorização e estranha subordinação a Lisboa, ao retirar de Leixões tão importante função portuária, alertando para as graves consequências – operacionais e de relacionamento institucional – que advirão de uma decisão tão hostil ao porto de Leixões e consequentemente aos seus trabalhadores.

Este posicionamento do Sindicato de Leixões teve eco nos media com a difusão pelo Expresso on line de informação sobre as intenções do grupo turco Yilport de centralizar em Lisboa a atividade de planeamento de movimentação de contentores em todos os portos nacionais.

Entretanto, sabe esta Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários que, em reunião havida no p.p. dia 7 de novembro, entre o Sindicato dos Estivadores de Leixões e representantes da Yilport, esta RECUOU na sua intenção de levar por diante tal desiderato, posição a que não foi alheio o seu reconhecimento do papel que o porto desempenhou e desempenha na economia nacional, da necessidade de se manter a paz social e de preservar os níveis de eficácia, de operacionalidade e produtividade daquele porto.

Por isso, foi assumido pelos representantes da administração da Yilport Leixões o compromisso de, para além de manterem em Leixões todo o trabalho respeitante a esse porto, não tomarem quaisquer decisões futuras sem a participação e o apoio do Sindicato local.

Para a Direção da Federação e Sindicatos seus filiados importa relevar a forma firme como o Sindicato de Leixões está a conduzir o processo na salvaguarda dos interesses do seu porto e dos trabalhadores que representa, evitando uma mal-intencionada subordinação a qualquer entidade externa.