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Eleição de novos Órgãos Sociais

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O SINDICATO XXI – Associação Sindical dos Trabalhadores Administrativos, Técnicos e Operadores dos Terminais de Carga Contentorizada do Porto de Sines, filiado na FNSTP – Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários, levou a efeito no dia 18 de maio, uma Assembleia Eleitoral, na qual foram eleitos para gerir os destinos do Sindicato, no quadriénio 2018/2021, os seguintes associados:

Mesa da Assembleia Geral

Presidente, Luís Filipe do Nascimento Cortinhas

Vice-presidente, Cláudio Filipe dos Santos Rosa

Secretário, Dino José Pereira Fernandes

Conselho Fiscal

Presidente, Nuno José Solano Rodrigues Roque

Vice-presidente, Rodrigo Simões Catarino

Secretário, Rafael Jorge da Costa Gonçalves Pereira

Direção

Presidente, Joaquim Artur Salvado Palheiro

Vice-presidente, Paulo César Lála de Freitas

Secretário, Francisco M. Aroreira da Silva Ramos

Vogal, Armando José da Silva Vilhena

Vogal, Gualter Silva do Rosário

Vogal, Pedro Miguel Sacramento Rosário

A Federação dos Trabalhadores Portuários (FNSTP) foi recebida hoje, pelas 11.30 horas, pela Sr.ª Ministra do Mar, Eng. Ana Paula Vitorino.

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Na sequência da disponibilidade manifestada pela Sr.ª Ministra para reunir, a delegação da Federação participou na referida reunião, da qual se releva o carácter positivo da mesma, ainda que, de ambas as partes, tivessem sido aclaradas posições de índole pessoal e institucional.

Por iniciativa da Sr.ª Ministra ficou assente a criação de um grupo de trabalho sob despacho do seu Ministério.

Foi ainda agendada uma primeira reunião de trabalho para o dia 16 do corrente mês.

A posição crítica assumida pelos 31 representantes dos sindicatos filiados na Federação dos Trabalhadores Portuários presentes na assembleia geral de 27 de abril, fez reagir a Sr.ª Ministra.

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O ofício crítico dirigido à Sr.ª Ministra, Ana Paulo Vitorino, foi mal recebido.

Este diferendo que se prolonga à quase dois anos, tem na sua génese um documento titulado “Atividade Operacional Portuária – Serviço Público” que a Federação apresentou em julho de 2016 na sequência de uma reunião havida com a Sr.ª Ministra.

A posição de todos os sindicatos portuários filiados na FNSTP inserta no referido ofício com cariz de ultimato, ainda que mal aceite, levou a que a Sr.ª Ministra anunciasse de imediato a disponibilidade do seu gabinete para reunir já no próximo dia 4 de maio com a Federação.

Também a UGT foi convocada a reunir com a Sr.ª Ministra no mesmo dia. O envolvimento daquela central sindical na qual a FNSTP é filiada, traduz-se no seu esforço para viabilizar a legítima pretensão da Federação.

Novos órgãos sociais da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários

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A ASSEMBLEIA ELEITORAL realizada hoje, em Sines, elegeu os novos membros que, em representação dos sindicatos seus filiados, vão constituir os órgãos sociais para o quadriénio 2018 a 2021.

Os membros eleitos:

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
Presidente – Américo Manuel Dias Vieira da Silva 1
Vice-presidente – João Paulo Conde Rodrigues 2
Secretário – Paulo César Lála de Freitas 3

COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO
Presidente – Paulo Miguel Azevedo de Melo 4
Secretário – João Manuel dos Santos 5
Relator – Helder Manuel Sequeira Domingos 6

DIREÇÃO
Presidente – Aristides Marques Peixoto 1
Vice-presidente / tesoureiro – Martinho José Fráguas Pinho 5
Vice-presidente / secretário – Rui Manuel da Cruz Oliveira 2

1 Em representação do SECTPDL – Sindicato dos Estivadores, Conferentes e Tráfego dos Portos do Douro e Leixões.
2 Em representação do S2013TTPA – Sindicato 2013 dos Trabalhadores dos Terminais Portuários de Aveiro.
3 Em representação do SINDICATO XXI – Associação Sindical dos Trabalhadores Administrativos, Técnicos e Operadores dos Terminais de Carga Contentorizada do Porto de Sines.
4 Em representação do STPIT – Sindicato dos Trabalhadores Portuários da Ilha Terceira.
5 Em representação do SINPORSINES – Sindicato dos Trabalhadores Portuários de Mar e Terra de Sines.
6 Em representação do SINPCOA – Sindicato dos Trabalhadores Portuários do Grupo Central e Ocidental dos Açores.

A cidade de Sines, acolheu nos dias 26 e 27, os representantes dos trabalhadores portuários dos portos de Leixões, Aveiro, Sines, da Região Autónoma dos Açores e da Região Autónoma da Madeira.

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Reunidos em ASSEMBLEIA GERAL no dia 26 de abril, em Sines, sob o patrocínio dos sindicatos locais: Sindicato XXI – Associação Sindical dos Trabalhadores Administrativos Técnicos e Operadores dos Terminais de Carga Contentorizada do Porto de Sines e Sindicato dos Trabalhadores Portuários de Mar e Terra de Sines – SINPORSINES, os 8 sindicatos filiados na FNSTP aprovaram: o relatório de atividades e as contas do exercício de 2017;

a participação da Federação na constituição de uma confederação setorial; enviar à Sr.ª Ministra do Mar uma posição crítica em resposta ao alheamento a que tem sido votado o documento de trabalho “Actividade Operacional Portuária – Serviço Público” que lhe tinha sido entregue em julho de 2016; bem como outros temas de índole laboral e sindical.

A cidade da horta foi o local de mais uma assembleia geral dos sindicatos representativos de trabalhadores portuários de todo o país

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Nos dias 27 e 28 decorreu uma reunião geral de todos os sindicatos de trabalhadores portuários filiados na Federação Nacional, na qual, para além da respetiva Ordem de Trabalhos que tratou temas como a alteração dos estatutos, o orçamento para o exercício de 2018, a necessidade de reforçar o movimento sindical marítimo-portuário, foram ainda abordadas diversas questões de índole laboral que ocorrem nos diversos portos do continente e das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, nomeadamente, as que se prendem com a DIGNIFICAÇÃO do TRABALHO e do TRABALHADOR.

A este propósito, os representantes dos 8 sindicatos que integram a Federação, foram unânimes em considerar que o gabinete da Senhora Ministra do Mar, Eng.ª Ana Paula Vitorino, patenteou um total desrespeito pera com os sindicatos e, em consequência, para com os trabalhadores seus representados, ao ter ignorado, durante ano e meio, todos os pedidos de vária índole que lhe foram dirigidos, relativamente a um documento de trabalho titulado “Actividade Operacional Portuária – Serviço Público”, que lhe foi entregue em julho de 2016, visando soluções que, não só possam concretizar medidas de clarificação e de aperfeiçoamento de aspetos legais e regulamentares da atividade setorial portuária, como encetar medidas concretas de dignificação e de proteção social da profissão de trabalhador portuário.

O comunicado infra reproduz a posição sindical procedente daquela assembleia geral, com um pedido expresso de uma reunião, com carácter de urgência, à Ministra do Mar.

Outro facto importante da assembleia, foi a presença, pela primeira vez, do Sindicato XXI- após a sua filiação na FNSTP em junho de 2017, reconhecidamente considerada por todos, como um reforço do movimento sindical portuário.

YILPORT Iberia – revê o seu processo de intenções sobre o GLC para os terminais que detém em Portugal

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Em carta enviada à administração da Yilport Leixões a que esta Federação teve acesso, o Sindicato dos Estivadores, Conferentes e Tráfego dos Portos do Douro e Leixões manifestou a sua repulsa perante as intenções daquela empresa de deslocar para Lisboa a gestão e planeamento dos navios de contentores a movimentar nos terminais de Leixões.

Refere o Sindicato que semelhante atitude de centralização representa uma intolerável menorização e estranha subordinação a Lisboa, ao retirar de Leixões tão importante função portuária, alertando para as graves consequências – operacionais e de relacionamento institucional – que advirão de uma decisão tão hostil ao porto de Leixões e consequentemente aos seus trabalhadores.

Este posicionamento do Sindicato de Leixões teve eco nos media com a difusão pelo Expresso on line de informação sobre as intenções do grupo turco Yilport de centralizar em Lisboa a atividade de planeamento de movimentação de contentores em todos os portos nacionais.

Entretanto, sabe esta Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários que, em reunião havida no p.p. dia 7 de novembro, entre o Sindicato dos Estivadores de Leixões e representantes da Yilport, esta RECUOU na sua intenção de levar por diante tal desiderato, posição a que não foi alheio o seu reconhecimento do papel que o porto desempenhou e desempenha na economia nacional, da necessidade de se manter a paz social e de preservar os níveis de eficácia, de operacionalidade e produtividade daquele porto.

Por isso, foi assumido pelos representantes da administração da Yilport Leixões o compromisso de, para além de manterem em Leixões todo o trabalho respeitante a esse porto, não tomarem quaisquer decisões futuras sem a participação e o apoio do Sindicato local.

Para a Direção da Federação e Sindicatos seus filiados importa relevar a forma firme como o Sindicato de Leixões está a conduzir o processo na salvaguarda dos interesses do seu porto e dos trabalhadores que representa, evitando uma mal-intencionada subordinação a qualquer entidade externa.

A FNSTP – Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários, reuniu com o Secretário Regional da Economia, Turismo e Cultura e o Sindicato dos Estivadores Marítimos do Arquipélago da Madeira, na cidade do Funchal, para abordar os reflexos laborais da preconizada concessão do porto do Caniçal.

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Comunicado

Concessão, em regime de serviço público, da exploração da actividade operacional portuária nos portos da Região Autónoma da Madeira

Imagem: Arquivo RTP

O governo da Região Autónoma da Madeira aprovou em abril último a Resolução n.º 270/2017, de 26 de abril, a qual veio revogar a Resolução n.º 509/2008, de 28 de maio, nos termos em que era reconhecido o interesse estratégico para a economia regional na aplicação do regime de licenciamento nos portos do Funchal, Caniçal e Porto Santo.

Tal medida altera o modelo de exploração dos portos da Região, até agora em regime de licenciamento, considerando o Governo regional “que é essencial à prossecução da boa gestão portuária, proceder à reestruturação do regime portuário, devendo o mesmo passar a ser explorado mediante contrato de concessão”.

Perante esta nova realidade, à FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SINDICATOS DE TRABALHADORES PORTUÁRIOS, compete defender e promover a defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores representados pelo Sindicato dos Estivadores Marítimos do Arquipélago da Madeira seu filiado, intercedendo no sentido de obstar potenciais reflexos laborais para todos os actuais trabalhadores portuários que exercem a sua actividade naquele porto, que possam por em causa a sua estabilidade de emprego a coberto de uma pretensa liberdade de contratação de pessoal evocada por parte de uma empresa de estiva que venha a assegurar a preconizada concessão.

Assim, na linha da reunião havida no passado dia 29 de junho, entre o Sindicato local, a Federação Nacional e a APRAM-Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, as duas organizações sindicais reuniram no dia 12 do corrente mês com o Senhor Secretário Regional da Economia, Turismo e Cultura, no Funchal, audiência onde foram abordadas questões que assegurem a estabilidade do emprego de todos os trabalhadores portuários que têm vindo a exercer regularmente a sua profissão nos portos da Região.

No contexto emergente da referida Resolução n.º 270/2017, a FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SINDICATOS DE TRABALHADORES PORTUÁRIOS, lembra que:

  • A assinalada concessão, em regime de serviço público, da exploração comercial da actividade operacional portuária no porto do Caniçal implicará, nos termos da Lei de Bases das Concessões aprovada pelo Decreto-Lei n.º 324/94, de 30 de dezembro, a subordinação da empresa com quem seja outorgado o competente contrato de concessão, à satisfação de condições e de requisitos a que, para além de outros, não podem considerar-se alheias as próprias relações profissionais indispensáveis ao desejável funcionamento dos portos;
  • Os trabalhadores a utilizar na exploração da concessão devem estar vinculados à concessionária por contrato individual de trabalho ou, em alternativa, ser por ela recrutados de harmonia com o Regime Jurídico do Trabalho Portuário, conforme se prevê no n.º 1 da Base XI do regime jurídico das concessões atrás citado;
  • Por força do disposto na alínea a) do n.º 2 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 298/93, de 28 de agosto – “A actividade de movimentação de cargas pode ser prestada ao público mediante concessão de serviço publico a empresa de estiva”;
  • Um dos requisitos especiais requeridos para acesso e de exercício da actividade por parte da empresa de estiva incide sobre “A dotação em recursos humanos qualificados, aferida pela existência de um quadro privativo adequado à realização de operações que pretenda realizar”;
  • Também a vigente Convenção 137 da OIT – porque não revogada, nem denunciada pelo Estado Português – no seu artigo 2-º acentua que “compete à política nacional encorajar todas as entidades interessadas a assegurar aos trabalhadores portuários, na medida do possível, um emprego permanente ou regular”;
  • É de salientar que no Regulamento (EU) 2017/352 do Parlamento Europeu e do Conselho, adoptado em 15 de fevereiro último, se declarou que as questões sociais em matéria de relações laborais portuárias devem visar e prosseguir, pela via do diálogo social, um justo equilíbrio que previna a eventual descontinuidade e desprotecção do emprego;
  • O direito ao trabalho, a estabilidade e segurança no emprego e a liberdade de iniciativa económica privada são direitos e liberdades fundamentais que ao Estado incumbe assegurar e promover, seja pela via do diálogo social, seja pela sua sustentável e equilibrada intervenção administrativa e legislativa.
E, ainda que o caderno de encargos não venha a assegurar a estabilidade de emprego exigida, não se afigura ao Sindicato local, nem a esta Federação que, a coberto de uma pretensa liberdade de contratação de pessoal por parte de uma empresa, se esteja a assegurar ou a prosseguir a defesa do princípio da igualdade de oportunidades na escolha da profissão ou género de trabalho, bem como no acesso a qualquer trabalho ou categorias profissionais [artigo 58º, nº 2, al. b), da CRP e artigo 24º do Código do Trabalho] se, em tal hipótese e em benefício de outros trabalhadores do mercado geral do trabalho, resultarem postergadas situações profissionais, pré-existentes e estabilizadas, de trabalhadores comprovadamente qualificados, só porque a liberdade contratual de mão-de-obra se entenda poder, em abstracto, considerar inserida no aludido e amplo princípio da liberdade de iniciativa económica exercida por quem acede a uma actividade cujo objecto do respectivo exercício se desenvolve em espaços, em locais e com identidade económico-sectorial e tipologia de serviços onde pré-existe mão-de-obra, até então ali ocupada, reconhecidamente apta e disponível para o preenchimento dos correspondentes postos de trabalho.
Convir-se-á que, neste domínio de questões, se admite que possa existir uma aparência de alguma latente conflitualidade de direitos e de interesses, mas a justa composição e concertação de tais direitos e interesses não deixa de constituir e tornar justificado e exigível o exercício legítimo da incumbência social e constitucional de intervenções por parte do Estado no sentido da concertação de interesses opostos, na medida em que a contratação de uns a coberto do princípio constitucional do seu direito ao trabalho e ao emprego não poderá ser decisivamente invocada como fundamento relevante e suficiente para ocasionar o despedimento e o desemprego de outros, até então afectos à generalidade dos mesmos postos de trabalho ou dos correspondentes postos de trabalho.

Da citada reunião, o Senhor Secretário Regional deixou expresso que iria privilegiar o diálogo, referindo que ao contrário da preocupação sindical, a política do Governo Regional é a de criar mais e melhor emprego e, nesse sentido, a alteração de regime de exploração do porto do Caniçal não dará lugar ao desemprego.

Aos trabalhadores que têm vindo a exercer regularmente a sua profissão nos portos desta Região Autónoma, com reconhecida aptidão, comprovada posse de adequadas qualificações profissionais, bem como com indesmentível experiência, disponibilidade permanente e produtividade, de cuja actividade auferem o único ou principal rendimento anual que integra o respectivo orçamento individual e familiar, impenderá a defesa legítima dos seus interesses sob a égide das organizações sindicais que os representam, em que esta Federação, através do diálogo, estará na primeira linha na promoção da defesa dos direitos dos trabalhadores conferindo-lhes uma perspectiva de emprego estável e duradoiro.

O Sindicato 2013 dos Trabalhadores dos Terminais Portuários de Aveiro foi a sufrágio

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Imagem: portalportuario

No passado dia 31 de julho os trabalhadores portuários representados pelo Sindicato 2013 dos Trabalhadores dos Terminais Portuários de Aveiro foram chamados a participar no ato eleitoral.

Os candidatos a membros dos órgãos sociais dispostos a gerir o destino do Sindicato e consequentemente a promoverem a defesa dos legítimos interesses e justas aspirações dos trabalhadores que representam, mereceram a confiança dos seus consócios para um mandato de quatro anos.

Os eleitos para o quadriénio 2017/2020

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Presidente
José Vidal Fernandes da Silva
Vice-Presidente
Paulo Alexandre Lages Gomes
Secretário
Rogério Fernandes Marques Batista

DIRECÇÃO

Presidente
Rui Manuel da Cruz Oliveira
Vice-Presidente
João Paulo Conde Rodrigues
Tesoureiro
Orlando Miguel Jesus Pimentel
Secretário
António Carlos Mendes Coelho
Substitutos
Manuel António dos Santos Gomes
José Manuel Conde Rodrigues

CONSELHO FISCAL

Presidente
Nuno Fernando Gravato Merendeiro
Secretário
Plácido Cruz Lopes
Relator
Jorge Miguel Gomes Pião

Solidariedade para com os Trabalhadores Portuários de Leixões

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A FEDERAÇÃO DA NACIONAL DOS SINDICATOS DE TRABALHADORES PORTUÁRIOS e os sindicatos seus filiados colocam-se ao lado dos seus companheiros de Leixões, numa clara demonstração de união e de solidariedade, ao subscreverem um comunicado que remete a questão à origem (o problema não está nos trabalhadores) e repudia práticas antidemocráticas de cerceamento à liberdade de associação e expressão, que aqui se reproduz.

«O Sindicato dos estivadores de Lisboa, desafamado pelas suas práticas de violência física e intimidação, a que várias vezes recorreu para impor a sua autocracia sindical, aparenta ter sentido necessidade estratégica de dissimulação da sua imagem histórica e de reaparecimento perante o Governo e o País como um sindicato novo.

Por esta via, tenta ingloriamente libertar-se do indesejável estigma que as imagens públicas tornaram inapagáveis e esforça-se por tentar lançar no esquecimento anteriores comportamentos.

Como organização sindical publicamente afirmada ao serviço de interesses políticos, apenas conseguiu até hoje o sucesso de fazer ceder os governantes e empresários de Lisboa, mercê da sua força de representação dos estivadores filiados, sempre iludidos com promessas utópicas ou atraiçoadas, chantageadamente usados como soldados forçados de guerras políticas que nunca tiveram verdadeiramente nada a ver com a sua condição de trabalhadores, mas tão só como expedientes de preservação do poder.

Basta, a propósito, lembrar a tragédia dos estivadores de Aveiro que, tendo-se prestado a cumprir submissamente todas as greves declaradas por Lisboa, acabaram por ver a sua ETP caída na situação de falência, muitos sem emprego e os restantes – salvo os que ajuizadamente e a tempo se desfiliaram – apenas empregados precariamente e com salários de sobrevivência que nem um quinto são hoje do que antes ganhavam. E porquê? Porque se deixaram iludir pelos dirigentes de Lisboa que, na hora da dificuldade e no momento em que se lhe exigiria solidariedade efetiva, lhes viraram friamente as costas.

Reconheça-se tornou-se já indisfarçável, a incapacidade da direção sindical lisboeta para mostrar resultados de negociações sindicais comparáveis com as conseguidas pelos sindicatos dos restantes portos.

Daí a reação de despeito e desespero, traduzida na campanha de falsidades e de calúnia pessoal que a direção do sindicato de Lisboa tem promovido para apoucar os dirigentes dos sindicatos rivais que a ensombram.

Chegam ao ponto ignóbil de acusar outros portos de abuso contratual da situação de precariedade laboral, quando, em Lisboa, com a incompreensível anuência governamental, forçaram as empresas a aceitarem a elevação para 850 horas/ano o limite de prestação de trabalho extraordinário dos seus trabalhadores, posição contrária àquela que o seu dirigente máximo, durante muitos anos defendeu: não ao trabalho extraordinário.

Acima de tudo, o(s) dirigente(s) de Lisboa não perdoa(m) aos restantes sindicatos a atitude de brio e patriotismo que assumiram ao recusar-lhe solidariedade quando intentaram sequestrar economicamente o País.

Ora, para banir uma tão desprestigiante imagem sindical, e reaparecer ao País como um sindicato novo e forte, nada aparentemente melhor do que mudar de identidade e arrojar fingidamente uma dimensão nacional.

O esforço pouco ou nada compensou: o “SEAL” apenas conseguiu a adesão de alguns trabalhadores de atividades conexas do setor portuário e, quanto aos verdadeiros estivadores, a adesão é insignificante num universo de mais de seiscentos representados pelos sindicatos filiados na FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SINDICATOS DE TRABALHADORES PORTUÁRIOS.

Falhou rotundamente a tentativa de invasão do País portuário, não só porque não conseguiu nem conseguirá nunca, fora de Lisboa, nada do que tem vindo a enganosamente prometer, como ainda muitos dos poucos trabalhadores que aliciou com a sua metodologia demagógica já se arrependeram da sua filiação, pois cedo concluíram que com ela nada ganharão. Basta inquirir o grau de inquietação e de desespero de muitos trabalhadores que já ganharam essa consciência.

A melhor prova de que a direção dos estivadores de Lisboa não muda a sua índole    e a sua estratégia de incentivo a práticas repugnantes – está na intervenção de uma dezena de seus filiados na assembleia geral dos estivadores de Leixões, realizada no dia 2 deste mês, que havia sido agendada para deliberar sobre a filiação de meia centena de novos trabalhadores, tentando inviabilizá-la pela desordem, intimidação e violência física, chegando ao ponto de agredir um dos dirigentes do sindicato local.

Que não se iludam: todos os trabalhadores portuários deste País que não se reveem em tais práticas estão com os companheiros de Leixões nesta luta de repúdio à tentativa de cercear o sindicalismo livre e independente.

Todos os sindicatos subscritores, odiados pelo  “SEAL”, estão e estarão sempre solidários com todas as vítimas de tais condutas sindicais.

Perante comportamentos deste teor ninguém pode ficar indiferente, ninguém pode ser neutro.

Os sindicatos filiados

S2013TTPA – Sindicato 2013 dos Trabalhadores dos Terminais Portuários de Aveiro

SINPORSINES – Sindicato dos Trabalhadores Portuários de Mar e Terra de Sines

Sindicato XXI – Associação Sindical dos Trabalhadores Administrativos Técnicos e Operadores dos Terminais de Carga Contentorizada do Porto de Sines

Sindicato dos Estivadores Marítimos do Arquipélago da Madeira

SITGOA – Sindicato dos Trabalhadores Portuários do Grupo Oriental dos Açores

SITPIT – Sindicato dos Trabalhadores Portuários da Ilha Terceira

SINPCOA – Sindicato dos Trabalhadores Portuários do Grupo Central e Ocidental dos Açores»

OUTRAS MANIFESTAÇÕES DE APOIO E REPÚDIO

Também os trabalhadores marítimos quiseram manifestar o seu apoio aos trabalhadores portuários de Leixões através da sua organização sindical FESMAR FEDERAÇÃO de SINDICATOS dos TRABALHADORES do MAR (Sitemaq, Semm, Sincomar e Smmcmm).

Em documento enviado ao Sindicato dos Estivadores de Leixões referem:

«Vimos, pelo presente, e em nome de todos os sindicatos da FESMAR manifestar todo o nosso apoio á vossa posição.Repudiamos todas as atitudes anti democráticas e de ingerência na vida interna dos sindicatos sejam eles quais forem, visando impedir o desenrolar normal dos processos democráticos internos dos sindicatos. É inqualificável a atitude daqueles que por meios violentos tentam impedir que outros assumam democraticamente as suas posições no seio dos seus sindicatos. Manifestamos assim todo o nosso apoio e solidariedade repudiando tais métodos anti democráticos de ação.»

Por sua vez, o SNTAP – SINDICATO NACIONAL DOS TRABALHADORES DAS ADMINISTRAÇÕES PORTUÁRIAS, em mensagem encaminhada ao Sindicato de Leixões, manifestou a sua solidariedade e repúdio.

«Caro Aristides Peixoto
Presidente da Direção do SECT dos Portos do Douro e Leixões

Comportamentos como os descritos, são intoleráveis e absolutamente reprováveis, venham de onde vierem, por atentatórios dos valores essenciais da liberdade individual e coletiva. Só podem, por isso, ser frontalmente repudiados.
A nossa solidariedade.

Melhores cumprimentos
Pela Direção
Serafim Gomes»

Por seu turno a UGT através do seu site oficial refere:

«Face aos lamentáveis incidentes, ocorridos na Assembleia Geral dos Estivadores do Porto de Leixões, realizada no passado dia 2 e descritos no comunicado da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários, a UGT não pode deixar de repudiar veementemente esta atitude antidemocrática e atentatória do sindicalismo democrático, cuja defesa esteve na génese da UGT. Neste contexto, a UGT vem manifestar a sua solidariedade à Direção do Sindicato dos Estivadores, Conferentes e Tráfego dos Portos do Douro e Leixões, repudiando este tipo de atitudes de ingerência na vida interna de outras organizações sindicais, que mais parecem uma tentativa de (re)implementação da unicidade sindical. Tal como no passado a UGT continuará na primeira linha de defesa do sindicalismo livre, plural e democrático.»